quarta-feira, 25 de abril de 2012

Visita das turmas 19 e 20 da EB de Gândara dos Olivais


 No dia 9 de fevereiro de 2012, fomos visitar as exposições da Feira das Ciências, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira. 
À entrada havia uma experiência com um vulcão que entrava em erupção e expelia lava.
Lá dentro, podíamos jogar jogos de tabuadas, o jogo do galo com rolhas, cartões com animais escondidos e, muito mais… Alguns de nós foram à cama dos balões e vimos a experiência das latas de sumo que, após sofrerem um choque de temperatura, ficavam amolgadas.
Havia também uma caixinha com imensos alfinetes onde púnhamos as mãos, mas não nos magoávamos.
Tentámos adivinhar o Futuro numa Bola de Cristal e vimos fósseis de há milhares de anos.
Cada um de nós recebeu um pequeno papel com as suas impressões digitais e observámos órgãos verdadeiros dos vários aparelhos de um porco.
Foi uma visita muito interessante e divertida! 
Alunos do 3º ano da  EB1 da Gândara dos Olivais
 Notícia enviada pelas docentes 
Maria de Deus Repolho
Noémia Narciso

25 de Abril Hoje


Tinha 18 anos em 1974. Passados que vão quase 40 anos, lembro-me dos sonhos bem mais altos do que aquilo que resta para sonhar hoje, em 2012.
 Recordo-me, para poder votar,  pela 1ª vez,  ter de  me deslocar durante cerca de três horas para percorrer  100 km, em estradas que hoje já não existem, porque foram substituídas por autoestradas e SCUT que tanta polémica levantam.
 Hoje reclama-se de tudo e de todos  e pensa-se que foi há cerca de um ano que deixámos de poder decidir do nosso destino. Mas será que não desistimos já há muito de decidir quem deveria mandar, quando o número de pessoas que abdica de votar já ultrapassou um terço da população portuguesa?
Parece que nos estamos a esquecer do privilégio que é viver em democracia.
 Por outro lado, na ditadura, enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias. Por que razão, abertos como fomos (felizmente!) a novas ideias, não conseguimos trazer ideias de modernidade eficazes que permitam implantar novas tecnologias que gerem novos empregos e nova esperança aos milhares de  pessoas e jovens desempregados?
Envergonho-me de pertencer a uma geração mundial que ajudou a arrastar o planeta para o estado degradado em que se encontra e a uma geração que não soube agarrar a democracia e a liberdade para fazer crescer este país, depois de tanto tempo de opressão. Mas não perco a esperança e a fé que vamos dar a volta ao Adamastor e fazer novas histórias em vez de vivermos no orgulho de termos, no passado, dado novos mundos ao mundo.
 Deposito grande esperança na nova geração. Tem que arregaçar as mangas, criar, inventar e  trabalhar.

Teresa Cunha Pereira

segunda-feira, 23 de abril de 2012

23 de abril - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor


O Dia Mundial do Livro é comemorado a 23 de abril, desde 1996 e por decisão da UNESCO. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo se crê, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare.

Aproveita para comemorar este dia com boas leituras.

22 de Abril - Dia Mundial da Terra


Ontem foi o dia Mundial da Terra. Os alunos do 12º A e 12º B,, entre outras iniciativas,  assinalaram esta data com uma exposição na nossa escola, dando especial ênfase à poluição atmosférica .
Sem mais texto deixo a imagem seguinte e a sua legenda para reflexão.


Você faz girar o mundo, está inserido nele, proteja-o!


 retirada de:

3 semanas - 1 sonho… Estágio do 1º AI


As alunas do 1º ano do Curso de Apoio à Infância acabaram de fazer o 1º estágio (formação em contexto de trabalho) em instituições com variadas valências: creche, jardim de infância e atividades de tempos livres (ATL).
Aqui ficam algumas frases, de algumas das alunas, retiradas de um texto livre feito sobre “3 semanas 1 sonho…” 
A minha formação em contexto de trabalho começou no dia 12 de março e acabou no dia 30. A maior dificuldade que senti foi organizar os meninos nos seus trabalhos. Micaela Moteiro.
Também existiram momentos engraçados, tais como as crianças tratarem-me como adulta e chamarem-me professora ou quando estávamos no cantinho a contar novidades deles ou da família e um deles me chamou mãe! Carina Soares
Senti-me, durante estas três semanas, muito feliz e o mais importante é que senti que é isto mesmo que eu quero para o meu futuro. Nicole Eloy
Quando  os vi ir embora, no último dia, vieram-me as lágrimas aos olhos. Nunca me vou esquecer destas crianças. Enquanto estava com elas todos os meus problemas se afastaram. Ana Rasteiro
Um dos momentos mais marcantes, da 2ª semana,  foi quando dois irmãos gémeos, com 1 ano de idade, conseguiram aprender a andar. Bárbara Faria
Nas duas semanas que estive no berçário, notei muita evolução nas crianças como, por exemplo, tentarem e conseguirem, sem ajuda,  ficar de pé agarradas a uma mesa. E como elas compreendem tudo o que se lhes pede para fazer, mesmo sem saberem falar!  Ana Querido
Um dos momentos engraçados foi quando uma menina adormeceu, no colchão, a ver um filme e fez  xixi na roupa…Limpei  e ela, meia adormecida, repetiu o ato e eu limpei outra vez…Sofia Mourão.
Coisas engraçadas com crianças da creche: algumas enquanto almoçavam adormeciam na mesa. Havia até uma, de um ano, que baloiçava a cadeira sozinha para dormir…Sandra Vieira
No primeiro dia, ao entrar dentro do jardim, um “nó” formou-se dentro de mim. Tinha medo que nada fosse correr bem (…) No último dia custou  imenso vir-me embora, pois todas as pessoas, as crianças e até os seus pais foram todos muito queridos.  Ana maia
Os sentimentos de alegria, tristeza, entusiasmo, aparecem todos à mistura, porque é bom quando brincamos com eles (até parece que voltamos a ser crianças!), tristeza porque não gosto de dizer ”estás de castigo” ou “o que fizeste é errado”, de entusiasmo porque damos tudo para eles se desenvolverem e serem os melhores. Lara Sousa
A pior coisa que me podem mandar fazer é ralhar com as crianças. Catarina Serra
Alegria , calma, simpatia e amor foram os sentimentos que mais eu experimentei, mas a irritação chegava quando eles me desobedeciam e o medo, sim, também o experimentei, pois no berçário havia dois bebés , muito novinhos, que eram tão frágeis que eu até tinha medo de lhes tocar(… )Sim foram três semanas excelentes! Sara Guerreiro
 Passei por momentos engraçados! As coisas que nós não sabemos…Estava a mudar uma fralda a um bebé e virei-me para o lado para agarrar uma toalhita e quando me voltei fui”regada” por um  xixi que entretanto saiu… Miriam Mota.
O acompanhamento foi muito bom, tanto por parte da educadora como por parte da orientadora. A educadora ajudou-me a superar os obstáculos e ensinou-me coisas que não sabia em relação às crianças e a orientadora ajudou-me dando sugestões e dicas para melhorar o meu trabalho. Lídia
A maneira como as crianças me receberam também foi muito positivo. No primeiro dia em que a educadora me apresentou houve logo crianças que começaram a meter-se comigo para eu ir brincar com elas. Adriana Silva
Houve  momentos positivos porque pude aprender muitas coisas na prática que já tínhamos apreendido teoricamente, conhecer novas experiencias, participar nas tarefas desenvolvidas, brincar com as crianças. Anilsa Gonçalves
A Formação em contexto de trabalho, este ano chegou ao fim com muita pena minha. Daniela Gaspar

Texto organizado pela docente de TPIE

domingo, 22 de abril de 2012

Transformando o laboratório de biologia numa autêntica padaria



“Os pequenos grandes amigos: os microrganismos na produção de alimentos”
                No dia 23 de Março a turma do 12º A deu início ao projecto “Os pequenos grandes amigos: os microrganismos na produção de alimentos”, inserido na unidade de ensino “Como resolver problemas de alimentação da população humana”. O objetivo desta atividade era compreender o papel de alguns microrganismos, como por exemplo, leveduras, que atuam na transformação de alimentos ao realizarem o seu metabolismo. Para tal, os alunos dedicaram-se à produção de pão, transformando o laboratório de biologia numa autêntica padaria.
               
Um pouco de fundamentação teórica…
                Para a obtenção de energia, as leveduras podem utilizar dois processos: respiração celular (na presença de oxigénio) ou fermentação (na ausência de oxigénio). Em ambos os processos, é utilizada a glicose para a produção de ATP (forma de energia utilizada pelas células), com libertação de dióxido de carbono. A respiração celular utiliza também oxigénio e produz água e grandes quantidades de CO2, que forma bolhas de gás, ou seja alguns dos “buracos” que encontramos no pão e que o tornam mais leve. A fermentação, por sua vez, não implica a utilização de
oxigénio, mas produz menor quantidade de ATP, menor quantidade de CO2, e ainda  etanol (fermentação alcoólica). Portanto no fabrico de pão seria aconselhável manter condições que permitissem a respiração celular. As leveduras enquanto têm oxigénio que entra na massa ao amassar fazem respiração celular. Quando este falta fazem fermentação.

                Mãos na massa
                Para a produção do pão, a professora preparou previamente dois copos: o copo A com água quente, açúcar e fermento (leveduras), e o copo B com apenas água  quente e açúcar. Os alunos pesaram duas chávenas de farinha com igual quantidade e colocaram-nas em duas taças, A e B, acrescentando também, a cada taça, uma colher de café de sal fino e uma colher de chá de manteiga. Mexeram com os dedos a massa formada e acrescentaram à taça A o conteúdo do copo A e à taça B o conteúdo do copo B. Ficou portanto a taça A com a mistura com fermento e a taça B com a mistura sem fermento. Deste modo, é possível analisar a atividade das leveduras, ao observar as diferenças entre as duas massas.
                Após obter os dois tipos diferentes de massa, estes foram estendidos, batidos e amassados na mesa.  Em seguida, foram colocados de novo nas respetivas taças, cobertos com película aderente e guardados na estufa a 37oC durante uma hora. Após esse tempo, verificou-se que a massa da taça A estava significativamente maior do que a massa da taça B. As duas foram então divididas em bocados pequenos que foram colocados num tabuleiro untado com manteiga, cobertos com película aderente e deixados a repousar durante 15 minutos. Verificou-se mais uma vez um aumento do volume da massa com fermento. Em seguida, o tabuleiro foi colocado na estufa a 230oC durante 15 minutos, até os pães estarem bem cozidos e prontos para serem comidos. No final, os pães com fermento eram maiores, mais leves, mais estaladiços e apresentavam mais bolhas deixadas pelo dióxido de carbono e talvez pelo etanol que ao passar de líquido a gás, pelo calor do forno, se expandiu e chegou ao nariz de muita gente do bloco C2 que perguntava:” de onde virá este cheirinho a pão quente?”
               
                Papilas gustativas em ação
                Após todo este trabalho, restava apenas comparar o sabor dos dois tipos de pão. A turma, a professora e as funcionárias reuniram-se para provar os resultados da experiência. O pão quentinho e com manteiga foi a melhor forma de terminar o 2º Período.
Ah ! Utilizaram a mesma quantidade de manteiga nos dois tipos de pão e puderam dizer “muito obrigada leveduras”, embora  todo o pão se tivesse esgotado tal era o apetite ou a vontade de comer o produto obtido.

Notícia produzida por:
Sara Alberto  - 12ºA

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Projeto Coastwatch - Saída de campo a repetir...


No dia 14 de março, realizou-se, à semelhança do ano letivo anterior, uma saída de campo dinamizada no âmbito do Projeto Coastwatch. Um grupo de cerca de 20 alunos do 8º ano, acompanhado pelas professoras Adriana Amaral, Ana Cadima, Maria de Céu Neto e Silvina Reis, rumou até às praias de São Pedro de Moel e Água de Madeiros, onde procedeu à observação da fauna e flora locais e caracterização do tipo e quantidade de resíduos encontrados. Ao longo do percurso efetuado foram também observando localmente alguns aspetos abordados nos conteúdos programáticos, que assim se tornaram mais significativos.
             
 Com a informação recolhida, foi preenchido um formulário, que servirá para elaborar uma base de dados, atualizada anualmente, sobre o estado do litoral, de modo a contribuir para a sua gestão sustentada, recuperação de zonas degradadas e proteção de zonas sensíveis.
                A saída de campo foi bastante enriquecedora. Para além dos conhecimentos adquiridos, das curiosidades partilhadas, os alunos tiveram um contacto próximo com a realidade e ficaram sensibilizados para a problemática da poluição costeira e para a importância da biodiversidade característica dos ecossistemas costeiros. Um sucesso, a repetir!..

Texto de: Adriana Amaral
 Área de Biologia- Geologia